sábado, 16 de janeiro de 2010

Fantasmas da Areia

noite de lua cheia
nos dois na areia
chovia
a costa vazia
seus olhos estavam a dizer
com você, quero morrer
a coisa começa a esquentar
e o cigarro a apagar
e eu tento te acariciar
mas você parece sumir
tento te abraçar
mas você parece não reagir
tento até, conversar
mas parece que não vou te despir
tento cantar
implorar
te fazer sorrir
nada parece adiantar
acendo outro cigarro
você volta a conversar
e eu, a me alegrar
começamos a nos beijar
a nos acariciar
começa a esquentar
mas um guarda faz o fogo apagar
"hey, apague esse beck"
e nesse momento
outra vez
percebi
tudo que vi
tudo que senti
tudo que sonhei
era uma alucinação
com razão
uma alucinação
feita pelo meu coração
que parou de racionalizar
para tentar me alegrar
mas vem alguem me lembrar
me alertar
que vivo na solidão
e meus amigos são imaginarios
fantasmas temporarios
amores de um alucinado
fantasias de um viciado
que depois de ter sonhado
escreve poesias
poesias de um pé rapado
que não tem ninguem ao seu lado
nem para fumar um baseado

                            Facundo de Arriba

4 comentários:

  1. eu te acompanho, em um baseado :P

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  2. Esta tua lua tem uma inquietude triste...
    1- parece que levou uma surra na noite anterior...
    2- Expressa um sentimento de melancolia e solidão...
    3- Ela tá muito chapada!

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  3. eu me esforcei ao maximo na lua
    eu quis deixar ela meio melancolica
    e tambem achei chapada.

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